Dimensionamento de Disjuntores: Tabela por Circuito e Bitola (NBR 5410)
Tabela completa de dimensionamento de disjuntores por circuito e bitola conforme NBR 5410. Saiba qual disjuntor usar para chuveiro, ar condicionado, tomadas, iluminação e mais.
Dimensionamento de Disjuntores: Tabela por Circuito e Bitola (NBR 5410)
O dimensionamento de disjuntores é uma etapa essencial em qualquer projeto elétrico residencial. Escolher o disjuntor correto para cada circuito é importante para a proteção dos condutores, dos equipamentos e das pessoas contra sobrecargas e curtos-circuitos.
Um disjuntor mal dimensionado pode causar sérios problemas: se for subdimensionado, desarma com frequência e interrompe o funcionamento dos aparelhos; se for superdimensionado, não desarma quando deveria, permitindo que os fios superaqueçam e provocando risco de incêndio. A NBR 5410, norma brasileira de instalações elétricas de baixa tensão, estabelece os critérios técnicos para o dimensionamento correto.
Neste guia completo, você encontra a tabela de disjuntores por circuito e bitola, exemplos práticos de cálculo, os erros mais comuns e as respostas para as principais dúvidas sobre o tema. Se você está construindo ou reformando, este artigo vai ajudar você a fazer uma instalação elétrica segura e dentro das normas.
Definição de dimensionamento de disjuntores
dimensionamento de disjuntores é o processo de escolher a corrente nominal (amperagem) é o tipo de disjuntor adequados para proteger um circuito elétrico, considerando a bitola dos cabos, a potência dos equipamentos, a tensão da rede e os fatores de segurança definidos pela NBR 5410.
Escolher o disjuntor correto
Para escolher o disjuntor ideal para cada circuito, você precisa considerar cinco fatores principais:
Corrente elétrica: A corrente (em ampères) que o circuito vai transportar é calculada pela fórmula: I = P / V, onde I é a corrente, P é a potência total dos equipamentos e V é a tensão da rede (127 V ou 220 V).
Potência dos equipamentos: Some a potência de todos os aparelhos que serão ligados simultaneamente no circuito. Para tomadas de uso geral, considere uma potência média de 100 VA por ponto.
Tensão da rede: A tensão influencia diretamente a corrente. Em 220 V, a corrente é aproximadamente a metade da corrente em 127 V para a mesma potência, permitindo usar cabos e disjuntores de menor capacidade.
Bitola do cabo: O disjuntor deve proteger o cabo, não o equipamento. A corrente nominal do disjuntor precisa ser igual ou inferior à capacidade máxima de condução de corrente do cabo. Usar um disjuntor maior que o suportado pelo cabo anula a proteção.
Fator de segurança: A NBR 5410 recomenda aplicar um fator de segurança de 1,25 (25% acima da corrente calculada) para circuitos de tomadas e equipamentos. Na prática, isso significa escolher o disjuntor comercial imediatamente acima do valor calculado, desde que não ultrapasse a capacidade do cabo.
tabela de Disjuntores por Circuito
A tabela abaixo mostra o disjuntor recomendado para cada tipo de circuito residencial, considerando tensão de 220 V e distância de até 30 metros do quadro de distribuição:
| Circuito | Potência típica | Bitola recomendada | Disjuntor recomendado |
|---|---|---|---|
| Iluminação (pontos de luz) | 300 a 600 W | 1,5 mm² | 10 A |
| Tomadas de uso geral (TUGs) | 1.200 a 2.200 W | 2,5 mm² | 16 A |
| Tomadas de cozinha e área de serviço | 2.200 a 3.500 W | 2,5 mm² | 20 A |
| Micro-ondas | 1.200 a 1.500 W | 2,5 mm² | 16 A |
| Forno elétrico | 3.000 a 5.000 W | 4 mm² | 25 A |
| Chuveiro 5500 W | 5.500 W | 4 mm² | 25 A |
| Chuveiro 7500 W | 7.500 W | 6 mm² | 32 A |
| Ar-condicionado 9000 BTU | 900 W | 2,5 mm² | 16 A |
| Ar-condicionado 12000 BTU | 1.200 W | 4 mm² | 20 A |
| Ar-condicionado 18000 BTU | 2.100 W | 6 mm² | 25 A |
| Máquina de lavar | 1.000 a 1.500 W | 2,5 mm² | 20 A |
| Secadora de roupas | 3.000 a 4.000 W | 4 mm² | 25 A |
| Motobomba (1 CV) | 1.100 W | 2,5 mm² | 16 A |
| Sauna | 6.000 a 8.000 W | 6 mm² | 32 A |
tabela de Disjuntores por Bitola
A capacidade de condução de corrente varia conforme a bitola do cabo, o tipo de isolamento e o método de instalação. A tabela abaixo apresenta os valores de referência para cabos de cobre com isolamento PVC em eletroduto embutido (método B1 da NBR 5410):
| Bitola (mm²) | Corrente máxima suportada (A) | Disjuntor máximo recomendado (A) |
|---|---|---|
| 1,5 mm² | 15,5 A | 10 A |
| 2,5 mm² | 21 A | 16 A ou 20 A |
| 4 mm² | 28 A | 25 A |
| 6 mm² | 36 A | 32 A |
| 10 mm² | 50 A | 40 A |
| 16 mm² | 68 A | 50 A |
| 25 mm² | 89 A | 63 A |
Exemplos Práticos
exemplo 1: Chuveiro 5500 W em 220 V
Cálculo da corrente: I = 5500 W / 220 V = 25 A. Bitola recomendada: 4 mm². Disjuntor recomendado: 25 A bipolar.
exemplo 2: Ar-condicionado 12000 BTU em 220 V
Corrente: 5,45 A. Bitola: 4 mm². Disjuntor: 20 A monopolar. Apesar da corrente baixa, a NBR 5410 recomenda 4 mm² devido à corrente de partida do compressor.
exemplo 3: Circuito de tomadas em 127 V
5 tomadas × 100 VA = 500 VA. Corrente: 3,94 A. Bitola mínima: 2,5 mm² (NBR 5410). Disjuntor: 16 A monopolar.
Armadilhas e cuidados no dimensionamento de disjuntores
Cenários chamar um eletricista
Consulte um profissional nas seguintes situações: construir ou reformar o quadro de distribuição, disjuntor geral desarma com frequência, fios aquecidos ou cheiro de queimado no quadro, instalação de equipamentos de alta potência.
Atenção: O dimensionamento de disjuntores deve seguir a norma aplicável (NBR 5410), a carga real de cada circuito, o método de instalação, a bitola dos condutores e a avaliação de profissional habilitado. As tabelas deste artigo são referência inicial e podem variar conforme o projeto.
Este conteúdo possui caráter educativo e não substitui projeto elétrico elaborado por profissional habilitado.
Fatores que influenciam o preço
| Fator | Impacto | Explicacao |
|---|---|---|
| Região geografica | Alto | variação de frete e custo local |
| Volume de compra | Médio | Compras em grande quantidade geram desconto |
| Sazonalidade | Baixo | Época do ano pode alterar preços |
| Tipo e qualidade | Alto | Materiais de maior qualidade tem preço maior |
Dicas para orçamento
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Veja também tabela de preços da construção civil e quanto custa construir uma casa.
tabela de correntes máximas por bitola (NBR 5410)
| Bitola (mm2) | Corrente máxima (A) | Uso tipico | Disjuntor máximo |
|---|---|---|---|
| 1,5 | 15,5 | Iluminação | 10 A |
| 2,5 | 21,0 | Tomadas | 16 A |
| 4,0 | 28,0 | Cozinha / chuveiro | 20 A |
| 6,0 | 36,0 | Chuveiro / forno | 32 A |
| 10,0 | 50,0 | Entrada / distribuição | 40 A |
| 16,0 | 68,0 | Quadro geral | 50 A |
Cuidados no dimensionamento
O disjuntor protege o condutor, não o equipamento. Um disjuntor de 32 A exige fio de 6 mm2 no mínimo. O dimensionamento deve considerar a distância do circuito. Consulte um engenheiro eletricista para o projeto. Use nossa calculadora de bitola e veja também quantos watts suporta cada disjuntor.
A corrente de cada circuito
I = P / V. Iluminação: carga mínima de 100 VA para primeiros 6 m². Tomadas: 100 VA por TUG, 600 VA na cozinha. Use a calculadora de bitola de fio e veja quantos circuitos uma casa deve ter.
Tipos de disjuntores: monopolar, bipolar e tripolar
Monopolar: 127 V, protege uma fase. Bipolar: 220 V, protege duas fases ou fase+neutro. Tripolar: trifásico. Curva de disparo: B (resistivas), C (indutivas, mais comum residencial), D (alto pico). Veja como calcular carga elétrica e dimensionar quadro elétrico.
Armadilhas e cuidados que comprometem a segurança
Disjuntor maior que a capacidade do cabo: risco de incêndio. Disjuntor subdimensionado: desarmes frequentes. Falta de DR em áreas molhadas. Não confundir disjuntor com fusível. Consulte quantos watts suporta cada disjuntor.
Dispositivos DR e DPS: proteção complementar
DR (diferencial residual): protege contra choques elétricos, obrigatório em áreas molhadas. DPS (proteção contra surtos): protege equipamentos contra descargas atmosféricas. Ambos são recomendados em projetos residenciais conforme NBR 5410.
Use a calculadora de bitola de fio para dimensionar cabos.
Confira o guia de quantos circuitos uma casa deve ter.
Veja como calcular carga elétrica residencial.
Aprenda a dimensionar o quadro elétrico residencial.
Consulte quantos watts suporta cada disjuntor.
Veja o guia de bitola de fio por ambiente.
Use a calculadora de queda de tensão para distâncias maiores.
Dimensionar disjuntores para circuitos de iluminação e tomadas
O dimensionamento de disjuntores para circuitos de iluminação deve considerar a potencia total das lampadas do circuito, a tensão da rede e o fator de seguranca. Para um circuito de iluminação de 127 V com 600 W de potencia total, a corrente e de aproximadamente 4,7 A. O disjuntor recomendado e de 10 A, com cabo de 1,5 mm².
Para circuitos de tomadas de uso geral (TUGs), a NBR 5410 recomenda o uso de disjuntor de 16 A com cabo de 2,5 mm². Cada circuito pode atender até 7 tomadas, com potencia máxima de 1.200 VA. Para tomadas de cozinha e área de serviço, o disjuntor recomendado e de 20 A com cabo de 4 mm².
A corrente nominal do disjuntor deve ser sempre igual ou inferior a capacidade máxima de conducao de corrente do cabo. Usar disjuntor de capacidade maior que a do cabo anula a proteção contra sobrecarga e cria risco de superaquecimento dos condutores e incendio.
Para dimensionar os disjuntores da sua casa, use a calculadora de bitola de fio e veja o artigo sobre quantos circuitos uma casa deve ter.
A corrente e escolher o disjuntor para equipamentos de alta potencia
Equipamentos de alta potencia como chuveiros, fornos elétricos, ar-condicionado e maquinas de lavar exigem circuitos exclusivos com disjuntores dedicados. O cálculo da corrente e feito pela formula I = P / V, onde I e a corrente em ampares, P e a potencia em watts e V e a tensão em volts.
Para um chuveiro de 5.500 W em 220 V, a corrente e de 25 A. O disjuntor recomendado e de 25 A bipolar, com cabo de 4 mm². Para chuveiro de 7.500 W, a corrente e de 34 A, exigindo disjuntor de 32 A com cabo de 6 mm².
Para ar-condicionado de 12.000 BTU em 220 V, a corrente nominal e de aproximadamente 5,5 A, mas a corrente de partida pode chegar a 3 vezes esse valor. A NBR 5410 recomenda o uso de disjuntor de 20 A com cabo de 4 mm² para esse equipamento.
Para calcular a corrente e o disjuntor ideal para seus equipamentos, use a calculadora de bitola de fio e veja o artigo sobre como calcular carga elétrica residencial.
Armadilhas e cuidados no dimensionamento de disjuntores que comprometem a seguranca
Um dos erros mais comuns no dimensionamento de disjuntores e escolher a capacidade apenas pela potencia dos equipamentos, ignorando a bitola do cabo. O disjuntor protege o condutor, não o equipamento. Um cabo de 1,5 mm² suporta no máximo 15,5 A, e um disjuntor maior que esse valor anula a proteção.
Outro erro frequente e misturar equipamentos de diferentes potencias no mesmo circuito sem calcular a corrente total. Uma cozinha com micro-ondas, geladeira, cafeteira e liquidificador ligados simultaneamente pode ultrapassar a capacidade do disjuntor, causando desarmes constantes.
O terceiro erro comum e não instalar dispositivos DR (diferencial residual) em circuitos de áreas molhadas, como banheiros, cozinhas, áreas de serviço e áreas externas. O DR protege contra choques elétricos e e obrigatorio pela NBR 5410 nessas áreas.
Para mais informações sobre seguranca elétrica, veja o artigo sobre quantos watts suporta cada disjuntor e o guia sobre como dimensionar quadro elétrico residencial.
Tipo de disjuntor influencia a seguranca da instalação elétrica
A escolha do tipo de disjuntor adequado para cada circuito e essencial para a seguranca da instalação elétrica. Disjuntores termomagneticos protegem contra sobrecargas e curto-circuitos, enquanto dispositivos DR (diferencial residual) protegem contra choques elétricos por fugas de corrente.
Os disjuntores bipolares são utilizados em circuitos de 220 V, como chuveiros e fornos elétricos, e desligam ambos os polos simultaneamente. Os disjuntores monopolares são usados em circuitos de 127 V e desligam apenas o polo sob proteção.
A instalação de dispositivos DR em circuitos de áreas molhadas e obrigatoria pela NBR 5410. O DR detecta fugas de corrente a partir de 30 mA e desliga o circuito em milissegundos, prevenindo choques elétricos que poderiam ser fatais em ambientes com presenca de água.
A corrente do circuito para dimensionar o disjuntor
Para dimensionar corretamente o disjuntor de cada circuito, e necessário calcular a corrente elétrica que circulara pelas fiações. A corrente e calculada pela formula: corrente (A) = potencia total do circuito (W) / tensão (V). Para circuitos de 127 V, a corrente e maior que para circuitos de 220 V com a mesma potencia.
Para circuitos de tomadas de uso geral (TUG), a potencia por tomada e estimada em 100 W para tomadas de uso geral. Para circuitos de iluminação, a potencia e calculada pela carga de iluminação do ambiente, que depende da área e do tipo de lampada adotada.
Para circuitos de tomadas de uso específico (TUE), a potencia e a nominal do equipamento que sera ligado na tomada. Chuveiros elétricos tem potencia de 5500 a 7800 W, torneiras de 3500 a 5500 W, maquinas de lavar de 800 a 2500 W e secadoras de 2500 a 3500 W. Cada TUE deve ter circuito exclusivo.
Comprimento do circuito influencia a bitola do fio
O comprimento do circuito elétrico influencia a queda de tensão, que por sua vez pode exigir bitola de fio maior que a indicada pela corrente. Quanto maior a distancia entre o quadro de distribuição e a carga, maior a queda de tensão. A NBR 5410 permite queda de tensão máxima de 2% para circuitos terminais.
Para circuitos com mais de 30 metros de extensao, a bitola do fio pode precisar ser aumentada em relação a indicada apenas pela corrente. Por exemplo, um circuito de tomadas com corrente de 10 A em 127 V usa fio de 1,5 mm2 para distancias de até 30 metros. Para 50 metros, o fio deve ser de 2,5 mm2.
A queda de tensão e calculada considerando a corrente do circuito, a bitola do fio, o comprimento do circuito e o material do condutor (cobre ou aluminio). Tabelas de queda de tensão estão disponíveis em manuais de instalações elétricas e podem ser usadas para verificar a bitola adequada.
A corrente de curto-circuito para dimensionar disjuntores
A corrente de curto-circuito e um parametro importante para o dimensionamento correto dos disjuntores. O disjuntor deve ser capaz de interromper uma corrente de curto-circuito sem danificar o circuito ou causar acidentes. Quanto maior a corrente de curto, maior a capacidade de interrupção exigida do disjuntor.
A corrente de curto-circuito depende da capacidade do transformador da concessionaria, da distancia até a edificação e da seção dos condutores. Em residências, a corrente de curto e tipicamente de 3 a 10 kA. Disjuntores residenciais padrao tem capacidade de interrupção de 3 a 6 kA.
Para dimensionar o disjuntor, além da corrente nominal, e necessário verificar a capacidade de interrupção. Disjuntores com capacidade de interrupção insuficiente podem explodir em caso de curto-circuito, causando danos ao quadro de distribuição e riscos de incendio.
Seletividade entre disjuntores protege a instalação
A seletividade entre disjuntores e um conceito importante para garantir que apenas o disjuntor do circuito com defeito desarme, mantendo os demais circuitos em operacao. A seletividade e obtida pela coordenacao entre as curvas de atuacao dos disjuntores de diferentes niveis.
Na prática, o disjuntor geral do quadro de distribuição deve ter corrente nominal maior e curva de atuacao mais lenta que os disjuntores dos circuitos terminais. Por exemplo, disjuntor geral de 50 A com curva C e disjuntores individuais de 10 a 20 A com curva B.
A seletividade evita que um curto-circuito em um único equipamento desligue toda a casa. Sem seletividade, um defeito no chuveiro poderia desarmar o disjuntor geral e apagar todas as luzes. A seletividade e um requisito da NBR 5410 para instalações com mais de 6 circuitos.
NBR 5410 define os critérios para dimensionamento de disjuntores
A NBR 5410 estabelece os critérios para o dimensionamento de disjuntores em instalações elétricas de baixa tensão. A norma define a corrente nominal, a capacidade de interrupção e a curva de atuacao de cada disjuntor em funcao do tipo de carga e do número de condutores do circuito.
A diferença entre disjuntor monopolares, bipolares e tripolares
Disjuntores monopolares protegem um único condutor fase e são usados em circuitos de 127 V. Disjuntores bipolares protegem dois condutores (fase e neutro ou duas fases) e são usados em circuitos de 220 V. Disjuntores tripolares protegem tres fases e são usados em circuitos trifasicos.
Aplicação de cada circuito determina a curva do disjuntor
A curva do disjuntor determina a corrente de disparo em curto-circuito. Disjuntores curva B disparam entre 3 e 5 vezes a corrente nominal e são indicados para circuitos de iluminação. Disjuntores curva C disparam entre 5 e 10 vezes a corrente nominal e são indicados para circuitos de tomadas e motores.
Dimensionar o disjuntor geral do quadro elétrico
O disjuntor geral é dimensionado pela soma das correntes de todos os circuitos da residência, aplicando um fator de demanda para evitar superdimensionamento. Para residências de até 200 m², o disjuntor geral típico varia de 40 A a 70 A, dependendo da carga instalada e do padrão de entrada da concessionária.
A demanda real de uma residência raramente é igual à soma das potências de todos os aparelhos, pois nem todos funcionam ao mesmo tempo. A NBR 5410 estabelece fatores de demanda para cada tipo de carga: iluminação, tomadas, chuveiros, torneiras elétricas e equipamentos de ar condicionado.
Tabela de condutores por bitola e corrente máxima
| Bitola (mm²) | Corrente máxima (A) | Uso típico |
|---|---|---|
| 1,5 | 15,5 | Iluminação |
| 2,5 | 21 | Tomadas de uso geral |
| 4 | 28 | Chuveiro elétrico (até 5500 W) |
| 6 | 36 | Chuveiro elétrico (até 7500 W) |
| 10 | 50 | Circuito de distribuição |
| 16 | 68 | Disjuntor geral ou entrada |
Importância do aterramento elétrico na segurança da residência
O aterramento elétrico é obrigatório pela NBR 5410 e tem a função de escoar correntes de fuga para a terra, protegendo as pessoas contra choques elétricos. O sistema de aterramento deve ter resistência inferior a 10 ohms e ser composto por hastes de cobre ou aço cobreado enterradas no solo.
O disjuntor DR (diferencial residual) é um dispositivo de proteção complementar que desarma ao detectar correntes de fuga acima de 30 mA, protegendo contra choques elétricos. O DPS (dispositivo de proteção contra surtos) protege os equipamentos contra sobretensões transitórias causadas por descargas atmosféricas ou manobras na rede elétrica. Ambos são recomendados pela NBR 5410.
Conteúdo produzido e revisado por Daniel Gonçalves, criador do Calculobra.